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  • Este é o Programa Cena Musical – Especial com o Mestre Cardoso, de Ourém, exibido na TV Cultura do Pará em 23 de maio de 2009. Acompanhando o Mestre, estamos eu (na flauta), o Allan Carvalho (no banjo), e o Batalhão da Estrela, regido pelo Rafael Barros. Apresentação de Isidoro Calixto.

    Curta logo abaixo o programa completo, dividido em seis partes.

  • Montei um novo blog. Nele trato da Feira Cultura Digital dos Bairros. Este é um projeto do Pontão de Cultura Digital do Tapajós que reunirá diversas iniciativas da cultura digital numa feira com oficinas, rodas de conversa, cineclubismo, apresentações musicais, prestações de serviços, jogos e muitas coisas mais.

    Como membro da Casa Puraqué, que também está realizando a Feira (ao lado da Casa Brasil de Santarém, da UCLA, e do Projeto Saúde e Alegria), estou na organização do evento e com a possibilidade de registrar em áudio e vídeo as apresentações, e também produzindo material de divulgação, no final fiquei com coisas interessantes para postar lá.

    Confira aqui: Blog da Feira Cultura Digital dos Bairros.

    Atualização em 20 de abril de 2010

    Estas são imagens de alguns músicos que tocaram na Feira Cultura Digital dos Bairros, que aconteceu no bairro do Santarenzinho nos dias 7, 8, e 9 de abril.

    07.04.2010 – Noite de abertura

    Na noite de abertura tocaram o grupo Nossas Lembranças (do bairro do Maracanã) e os músicos Juvenal Imbiriba (da comunidade Amanim, no rio Arapiuns) e o Chico Malta (de Alter-do-chão).

    08.04.2010 – Show de calouros

    As interpretações vencedoras do Show de Calouros da Feira Cultura Digital, apresentado pelo Mestre de Cerimônia Magnólio, foram as de Milena Mota (Mente tão bem), Kleber Pagel (Estou apaixonado) e Rafaela Marquelane (Infiel)

    09.04.2010 – Festival de Música

    Os três primeiros lugares do Festival de Música da Feira Cultura Digital dos Bairros foram:

    1. Hugo Herlon, com a música “Enquanto eu te espero” (62 pontos);
    2. Hiller dos Santos Souza, com “Mina” (61 pontos) e
    3. André de Souza, com “Viver pela fé” (59 pontos).

    Assista à participação de Hiller dos Santos Souza, o segundo colocado, com a música “Mina”.

    Além do Festival de Música, a noite de encerramento contou com diversos músicos e grupos, entre eles o trio formado por Quinhos Caetés, Daniel Luís e Ronaldo Eli, representando o Coco de Umbigada de Pernambuco.

    E a noite “fechou” com o som da Companhia Papo Show, de Altamira. Para mais informações sobre o evento, visite o blog oficial da Feira Cultura Digital dos Bairros.

  • Este vídeo é de uma participação que fiz no programa “7 Set Independente”, exibido pela TV Cultura do Pará, no dia 20 de março de 2010. A música que tô tocando é o Lundu – um tema de domínio público do folclore marajoara, e o software controlado pelo teclado é o Reaktor.

    O programa  é dirigido pelo Guaraci Júnior, e apresentado pela Carol.

    E logo abaixo tem trechos das conversas que rolaram no programa, onde falo sobre o equipamento que tenho usado e de projetos atuais.

  • O Lundu Marajoara é um tema tradicionalíssimo tocado e dançado na Ilha do Marajó, no Pará. É uma música também bastante conhecida em outras áreas do Estado, muito devido aos grupos parafolclóricos que o carregam como um clássico no repertório. Eis uma transcrição minha do tema.

    Partitura do Lundu Marajoara, transcrita por Fábio Cavalcante

    Já gravei e toquei esse tema incontáveis vezes, e vou deixar aqui algumas delas.

    Vou por ordem cronológica.

    O primeiro registro é de quando fui membro do Tanguru-pará, em 96 e 97. Tocávamo-lo em todas as apresentações, tanto como tema principal quanto como melodia incidental. Na gravação a seguir, feita ao vivo no projeto “Uma Quarta de Música”, do Centur, em junho de 1997, ela surge (em 1:48) como tema incidental no arranjo para duas flautas de “Mastro Bastião”, de Ronaldo Silva. O voz é de Allan Carvalho.

    E eis o mesmo arranjo, tocado em junho de 98 numa apresentação do Trio Guapo (formado por mim, Allan Carvalho e Márcio Macêdo – todos também membros do Tanguru-pará), no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Aqui o Lundu entra em 1:35.

    Em 1999 fiz minha primeira gravação em estúdio do Lundu, com um arranjo exageradamente eletrônico todo montado no Fruity Loops. Ela foi a quinta faixa do meu FGC Vol. 0. Ouça aí.

    Em 2009, quando professor da disciplina “Arranjo e Improvisação” do curso de Licenciatura em Música da UEPA, no campus de Santarém, preparei com meus alunos um caderno de arranjos musicais que era acompanhado pelas gravações dos arranjos, interpretados pelos mesmos alunos (com exceção da flauta doce, sempre tocada por mim). O segundo arranjo do caderno foi do Lundu Marajoara, e o caderno pode ser baixado aqui 👇.

    Arranjos musicais da turma do 5º semestre do Curso de Licenciatura em Música (2009, Santarém, Pará). Arranjos criados na aula de "Arranjo e Improvisação" da UEPA de Santarém.

    A gravação do arranjo é esse a seguir.

    Outra gravação do Lundu apenas com sons eletrônicos fiz em 2010. Ela foi montada no Reaktor, e a coloquei num pretenso álbum meu que nunca finalizei chamado “singles“. Ouça aí.

    Essa versão de 2010, por sinal, toquei numa participação, no mesmo ano, no programa 7 Set Independente, da TV Cultura do Pará. Veja!👇(e saiba mais dessa participação aqui).

    Em fevereiro e março de 2018 produzi uma gravação do Lundu onde toquei duas flautas doces (soprano – a que toca a melodia original – e contralto), violão, e outra variedade de instrumentos virtuais. Mais uma vez, ouça aí!

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A arte da capa, arrasadora, é da Luciana Leal. 

    Arte de Luciana Leal

    O songbook com a transcrição do arranjo desta gravação(para flauta doce soprano, flauta doce contralto, guitarra e contrabaixo) está no site da Amazon.

    Lundu Marajoara – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para flauta doce soprano e contralto, guitarra e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

    Por fim, em maio de 2020, com a pandemia de Covid-19 nos prendendo em casa, gravei, junto com quatro grande amigos, um arranjo meu do Lundu para flauta transversal, flauta doce contralto, violino e violoncello, acrescido de um violão e percussão. Cada um gravou na sua casa, em 4 diferentes cidades (Belém, Natal, Aracaju e Londrina). Os músicos foram os seguintes:

    • Andréa Silveira: flauta transversal;
    • Arthur Alves: violoncelo;
    • Cláudio Costa: percussão;
    • Fábio Cavalcante: Flauta doce contralto e violão;
    • Thaís Carneiro: Violino

    E o resultado final foi este:

    E por enquanto é isto! 😊

  • Programa do show Preto no Branco, de Luís Girard
    Preto no Branco – Capa do programa

    O show Preto no Branco, do cantor Luís Girard, aconteceu em maio de 1998 no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Participaram os músicos: Arthur Alves (cello), Allan Carvalho (banjo), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (flauta transversal), Márcio Jardim (percussões), Príamo Brandão (contrabaixo) e Renato Torres (guitarra).

    Além de tocar flauta, o Girard me convidou pra assinar os arranjos e a direção musical do espetáculo. Também estavam presentes na produção: Plínio Palha (figurinos e maquiagem), Melba Lois (iluminação), Ronalda Simone (interpretando uma feiticeira) e Luís Carlos França (direção geral).

    Parte interna do programa do Show Preto no Branco, de Luis Girard
    Programa

    Ouça logo abaixo algumas músicas do repertório. E para baixar todo o show em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).

  • Aqui está o show que a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz fez em homenagem ao Mestre Cardoso, nos dias 23 e 24 de outubro de 2008. A idéia original foi do maestro Mateus Araujo, regente da OSTP, que conheceu o trabalho do Cardoso através do disco Galo de Campina, produzido por mim em 2005. Inspirado nas músicas do amo de boi de Ourém, Mateus Araujo compôs a “Suíte Brasileira”, cujo último movimento tem como tema a melodia da toada “A Prisão de Saddam Hussein”. Vale lembrar que essa toada, por sua vez, é baseada na melodia da música “Vem Morena“, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. O próprio Cardoso reconhece a apropriação, e ele chama esse processo de “cobrir a música”.

    A peça “Conto ao redor do fogo – de como Cardoso veio à pé de Parnaíba e de como Ele conseguiu encontrá-lo” é do compositor Valério Fiel da Costa, e foi inspirada na história do percurso feito à pé por Cardoso da sua terra natal até o Estado do Pará, atravessando os sertões e as matas ainda virgens da Amazônia. A peça utiliza sons gravados na parte final, que foram projetados do palco e do teto do teatro. Também na parte final, as luzes do teatro são apagadas lentamente, e os sons acontecem na escuridão.

    “Mestre Cardoso Direto” é um pout-pourri de toadas do Cardoso, feito por mim especialmente para esta noite.

    A show ainda contou com a participação do próprio Mestre Cardoso, que veio com alguns integrantes do seu boi Ouro Fino e músicos de Ourém: Tarugo, Ina, Caratinga e Guru. Eles cantaram músicas do brinquedo, e se despediram com a toada “Adeus, morena”, acompanhados pela OSTP, com arranjo de Mateus Araujo.

    Ouça e curta as músicas do show. E para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).

    Logo abaixo está a partitura da minha peça e as instruções da do Valério.

    Mestre Cardoso Direto – (partitura em formato pdf)
    Conto ao redor do fogo – (capa e instruções)

    As imagens a seguir foram tiradas por Arlindo Matos, Diretor da Rádio Tembés de Ourém, e que nos deu grande apoio pra realização do espetáculo.

    Confira o programa do evento, com o repertório, os nomes dos integrantes da orquestra, e uma breve biografia da OSTP, do regente e do Cardoso. O desenho da capa foi feito por Luciana Leal.

  • Liderado pelo compositor, cantor e banjoísta Felix Faccon (ex-Curuperé), o Curimbó de bolso se apresentou no dia 6 de setembro na loja Ná Figueredo, dentro do projeto Ensaio Aberto. O show foi uma prévia do segundo disco do grupo, já gravado pela “Ná Records”, e atualmente em fase de mixagem. Para esse projeto, fui convidado a fazer os arranjos dos instrumentos solistas, e toquei flauta doce.

    Participaram desta apresentação os músicos Allan Carvalho (coro e violão), Fábio Cavalcante (arranjos e flauta doce), Félix Faccon (voz e banjo), João Paulo (percussão), Maria (coro), Milene Alves (coro), e Rodrigo (percussão).

    Ouça a seguir as músicas do show. Para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip).

  • No dia 26 de julho, Mestre Cardoso esteve na final do XXV Festival da Canção Ouremense, com a toada “Não sou norte-americano”, composta originalmente para ser cantada nas brincadeiras do boi Ouro Fino.

    Ganhou o primeiro lugar na categoria “Músicas de Ourém”. Ele foi acompanhado por Allan Carvalho (banjo e voz), Elaine Borges e “Ina” (Coro), Fábio Cavalcante (flauta e arranjo), e nas percussões, por André “Mixico”, Bruno, Natalino “Caratinga” e Rafael Barros.

    O video foi filmado por Arlindo Matos, que, além de ter incentivado Mestre Cardoso na inscrição, deu o título da música.

    Confira a letra desta toada de Mestre Cardoso:

    Não Sou Norte-Americano
    (Mestre Cardoso)

    Minha mãe, mamãe eu vou
    Amanhã para o Iraque
    Meu filho tenha cuidado
    Não vá passear de táxi
    Que os jornais de Bagdá
    Anunciam os ataques

    Minha mãe, quero benção
    Me diga adeus, que eu já vou
    Meu filho tenha cuidado
    Siga com nosso Senhor
    Mataram Saddam Hussein
    E a guerra continuou

    Minha mãe quero benção
    Quero ouvir as vozes suas
    Meu filho tenha cuidado
    Não vacile pelas ruas
    Mataram Saddam Hussein
    E a guerra continua

    Minha mãe, quero benção
    Não sei se eu volto este ano
    Meu filho tenha cuidado
    Pra depois não ter engano
    Comparar um brasileiro
    Com um soldado americano

    Eu cantei essa toada
    Aqui para o pessoal
    Porque eu tenho memória
    E tenho meu ideal
    Compositei em toada
    Conforme passa o jornal

  • Na última sexta (6 de junho), no Teatro do Centur, aconteceu o show “Verequete Chama”, em benefício de Mestre Verequete, que estava internado há vários dias devido a uma pneumonia. A noite contou com a participação dos artistas Paulinho Mururé, Eduardo Dias e Alcyr Guimarães, dos grupos Mandinga da Amazônia, Sabor Marajoara, Sancari e Uirapuru; além da bateria da escola de samba Embaixada da Pedreira, que em 2003 venceu concurso da Prefeitura de Belém, tocando na avenida um samba criado em homenagem ao compositor.

    Confira abaixo os momentos do show que ficaram por conta do carimbó pau e corda dos grupos Sancari (nas três primeiras faixas) e Uirapuru (faixas 4, 5 e 6)  – este último formado em 1971, e que foi o grupo que acompanhou Verequete ao longo de sua carreira. O encerramento é ao som da bateria da escola da Pedreira.

    Para baixar todas as músicas, clique aqui (arquivo zip).
    O Show foi organizado por Allan Carvalho, Zezé Costa e Lucélia Costa.

  • Dia 17 de maio de 2008 estive na Escola Estadual D. Helena Guilhon, no Satélite, convidado pelo Erivelton Araújo, pra gravar a batucada do Boi Orube, formada por crianças e adolescentes. O boi Orube é um projeto criado por moradores do bairro, interessados em montar um boi-bumbá para a quadra junina deste ano.

    Eles contaram com o apoio (entre outros) do Instituto Arraial do Pavulagem, que doou um boi e emprestou brinquedos; da Fundação Curro Velho, que ofereceu as oficinas de Canto (com Luizinho Lins), Percussão (Rafael Barros) e dança (Bruna); do Centro Comunitário Satélite, cedendo o espaço para as oficinas; e da Verde Móveis, que doou madeiras para a oficina de construção de instrumentos, com Mestre Ray, de Icoaraci, onde foram confeccionadas barricas, maracás, matracas, ganzás e recos.

    O repertório do boi Orube (que em Tupi, significa “aquele que contagia, que traz alegria”) têm diversas toadas dos Mestres Cardoso (faixas 1, 2, 3 e 6) e Faustino (faixas 4 e 5), de Ourém. Os Mestre ouremenses já tiveram suas toadas tocadas em vários arrastões do Pavulagem (confira aqui e aqui), e é com grande prazer que eu vejo as suas criações conquistando espaço fora do município de Ourém. As músicas desses amos, cantadas pelos integrantes do Boi Orube, foram registradas originalmente nos três discos que lancei com eles em 2005 e 2006 (Galo de Campina, e Bois de Ourém Vol. 1 e 2).

    Ouça as gravações do Boi Orube nos links abaixo. E baixe todas as músicas em um único arquivo clicando aqui (arquivo zip).

    E assista aqui no Youtube um vídeo feito durante a gravação.