Tag: Música instrumental

  • Este é um registro em vídeo da tocada de Allemande (J. S. Bach), que fiz no vernissage da exposição “Design de Superfície na Amazônia“, da Luciana Leal, na sala de cinema do Sesc de Santarém – PA, em 20.01.2015. Algumas fotos desta noite estão neste álbum, no facebook.

    A filmagem é de Ádrio Denner, e o áudio foi captado diretamente do microfone da câmera filmado.

    Allemande é o primeiro movimento do Solo para Flauta Transversal de J. S. Bach, e fiz este arranjo eletrônico (cheios de contrastes, com variações no andamento, nos timbres e no próprio clima da peça) pensando em ser executado durante desfile com peças de vestuário feitas a partir do material da exposição da Luciana.

    Abaixo está a minha gravação em estúdio de Allemande, usando um controlador Maschine MK1. A capa também foi desenhada pela Luciana Leal.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

  • Aqui estão produtos do projeto “Design de superfície na Amazônia: referências visuais da iconografia arqueológica do oeste do Pará no desenvolvimento de estampas têxteis” da Luciana Leal, contemplado pela 13ª edição da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP) – 2014.

    O projeto foi idealizado com a intenção de pesquisar referências visuais em peças arqueológicas dos índios Tapajós, da região oeste do Pará, a fim de produzir estampas contínuas para aplicação em tecido. No dia 9 de dezembro rolou o vernissage da exposição no Instituto de Artes do Pará, em Belém, com 20 estampas impressas em tecido; quadros estampados; a publicação online de um catálogo com as estampas do projeto; relato de experiência da Luciana; bate-papo e uma tocada minha com controladores.

    O vídeo a seguir é ilustrado com fotos e outras imagens produzidas no projeto, e o áudio dele foi o gravado na noite do vernissage.

    Todas as estampas criadas tiveram como inspiração as peças arqueológicas do Laboratório Curt Nimuendaju, da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, que estão reunidos no catálogo “Design de Superfície na Amazônia – Estampas Tapajônicas”.

    O álbum abaixo é o registro em fotos da noite de abertura da exposição.

    E a seguir tem a tocada minha que rolou após o bate-papo com a Luciana. A música é um arranjo pro Allemande do Solo para Flauta Transversal de Bach, programado e executado num Maschine; e foi feita pensando num desfile com peças de vestuário confeccionadas a partir dos tecidos da exposição.

    Se quiser acompanhar o trabalho da Luciana, tem mais coisas no perfil dela no Flickr; e para mais informações sobre o projeto, o email pra contato é [email protected].

    Cartaz da exposição Design de Superfície na Amazônica
    Cartaz
  • Este vídeo é um improviso com as bases sonoras que construí no Maschine para a gravação do “Hino ao sol”, uma das faixas de meu próximo disco, o “FGC Vol. 666”. É uma melodia indígena do Peru, e a conheci transcrita no livro “Apuntes de acustica y escalas exoticas”, de Blanca Cattoi. Apesar de ter acrescentado uma letra pro hino, aqui toco apenas as partes instrumentais. Na verdade ele é um mais um improviso mesmo, feito principalmente com a combinação das camadas instrumentais e aplicação de efeitos. Confira aí:

    E aqui a partitura do “Himno al Sol”, como está no livro de Cattoi.

    Partitura de Himno ao Sol,
    Extraído do livro “Apuntes de acustica y escalas exoticas”, de Blanca Cattoi
  • Este é um clipe que eu e a Luciana Leal fizemos pro “Carnaval do meu nariz e boca”. É uma música feita toda no Maschine, e que usa sons da minha boca (estalos, sugadas) e nariz (fungadas). No início tem uma espécie de making-of. O cenário é com telas da Lu que imitam azulejos, e são baseados nos desenhos das cerâmicas do povo Tapajó. Veja aqui:

    A música está nas plataformas de streaming.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

  • Este é um vídeo produzido pela Só H, onde toco um arranjo pra Luiza, de Tom Jobim. O arranjo foi feito inteiramente no Reaktor, usado também na hora da execução. A filmagem aconteceu dia 25 de junho, no antigo Centro de Tecnologia Madeireira, em Santarém-PA.

  • O Lundu Marajoara é um tema tradicionalíssimo tocado e dançado na Ilha do Marajó, no Pará. É uma música também bastante conhecida em outras áreas do Estado, muito devido aos grupos parafolclóricos que o carregam como um clássico no repertório. Eis uma transcrição minha do tema.

    Partitura do Lundu Marajoara, transcrita por Fábio Cavalcante

    Já gravei e toquei esse tema incontáveis vezes, e vou deixar aqui algumas delas.

    Vou por ordem cronológica.

    O primeiro registro é de quando fui membro do Tanguru-pará, em 96 e 97. Tocávamo-lo em todas as apresentações, tanto como tema principal quanto como melodia incidental. Na gravação a seguir, feita ao vivo no projeto “Uma Quarta de Música”, do Centur, em junho de 1997, ela surge (em 1:48) como tema incidental no arranjo para duas flautas de “Mastro Bastião”, de Ronaldo Silva. O voz é de Allan Carvalho.

    E eis o mesmo arranjo, tocado em junho de 98 numa apresentação do Trio Guapo (formado por mim, Allan Carvalho e Márcio Macêdo – todos também membros do Tanguru-pará), no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Aqui o Lundu entra em 1:35.

    Em 1999 fiz minha primeira gravação em estúdio do Lundu, com um arranjo exageradamente eletrônico todo montado no Fruity Loops. Ela foi a quinta faixa do meu FGC Vol. 0. Ouça aí.

    Em 2009, quando professor da disciplina “Arranjo e Improvisação” do curso de Licenciatura em Música da UEPA, no campus de Santarém, preparei com meus alunos um caderno de arranjos musicais que era acompanhado pelas gravações dos arranjos, interpretados pelos mesmos alunos (com exceção da flauta doce, sempre tocada por mim). O segundo arranjo do caderno foi do Lundu Marajoara, e o caderno pode ser baixado aqui 👇.

    Arranjos musicais da turma do 5º semestre do Curso de Licenciatura em Música (2009, Santarém, Pará). Arranjos criados na aula de "Arranjo e Improvisação" da UEPA de Santarém.

    A gravação do arranjo é esse a seguir.

    Outra gravação do Lundu apenas com sons eletrônicos fiz em 2010. Ela foi montada no Reaktor, e a coloquei num pretenso álbum meu que nunca finalizei chamado “singles“. Ouça aí.

    Essa versão de 2010, por sinal, toquei numa participação, no mesmo ano, no programa 7 Set Independente, da TV Cultura do Pará. Veja!👇(e saiba mais dessa participação aqui).

    Em fevereiro e março de 2018 produzi uma gravação do Lundu onde toquei duas flautas doces (soprano – a que toca a melodia original – e contralto), violão, e outra variedade de instrumentos virtuais. Mais uma vez, ouça aí!

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    A arte da capa, arrasadora, é da Luciana Leal. 

    Arte de Luciana Leal

    O songbook com a transcrição do arranjo desta gravação(para flauta doce soprano, flauta doce contralto, guitarra e contrabaixo) está no site da Amazon.

    Lundu Marajoara – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para flauta doce soprano e contralto, guitarra e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

    Por fim, em maio de 2020, com a pandemia de Covid-19 nos prendendo em casa, gravei, junto com quatro grande amigos, um arranjo meu do Lundu para flauta transversal, flauta doce contralto, violino e violoncello, acrescido de um violão e percussão. Cada um gravou na sua casa, em 4 diferentes cidades (Belém, Natal, Aracaju e Londrina). Os músicos foram os seguintes:

    • Andréa Silveira: flauta transversal;
    • Arthur Alves: violoncelo;
    • Cláudio Costa: percussão;
    • Fábio Cavalcante: Flauta doce contralto e violão;
    • Thaís Carneiro: Violino

    E o resultado final foi este:

    E por enquanto é isto! 😊

  • Este vídeo é uma execução do arranjo que fiz pro “Retumbão”, gravado no Vol. 5. A música foi toda feita no Reaktor, com samples da voz do Mauri, de um maracá de Mestre Cardoso, e etc.; além de intrumentos sintetizadores. O Reaktor é controlado através dum teclado Oxygen8; e a filmagem foi feita pela Luciana Leal. Veja aqui: