Autor: admin

  • Mais uma música pro meu disco-sempre-em-construção Singles. É um arranjo para um trecho de dois compassos do chorinho “Naquele tempo” (de Pixinguinha e Benedito Lacerda), que fica se repetindo diversas vezes entre 4 vozes, em forma de cânone. O resultado é esse aí embaixo, e o chamei de “Caboquice No. 1: com um trecho de Naquele tempo”.

    A partitura está aí embaixo. Se quiser, baixe-a aqui.

    Caboquice nº 1 – com um trecho de Naquele Tempo (2013, Santarém, Pará). Peça para voz, marimba, violão e piano, baseada em um trecho do chorinho Naquele Tempo, de Pixinguinha e Benedito Lacerda.
    Montagem de “Caboquice nº 1” no Logic
  • CravoCarbonoNoFestivalFeiraDoSom
    Da esq. para dir.: Fábio, Pio Lobato, Bruno Rabelo e Lázaro.

    Uma boa lembrança de 15 anos atrás catada na internet: Em 1998 toquei com a banda Cravo Carbono no Festival Feira do Som, produzido por Edgar Augusto, na casa de shows Olê Olá, em Belém. A música era “Ver-o-peso”, que mais tarde estaria no disco Peixe Vivo (2001).

    A apresentação contou com os músicos descamisados, e o Lázaro, vocalista da banda, declamando o “Ave Maria” no meio da música, enquanto lançava pedaços de pão para o público.

    Devido às referências à virgem de Nazaré levamos um bom “Zero” do escritor João Carlos Pereira, que estava no júri. A banda era formada por Lázaro Magalhães (vocal), Pio Lobato (guitarra) Bruno Rabelo (guitarra), Fabio Cavalcante (flauta), Moriel Prado (contrabaixo), e Vovô (bateria). Ouça aqui:


    Fontes: A foto no início veio de uma postagem no facebook do Clemente Schwartz, e o áudio estava postado nesta página do blog Som do Norte.

  • Essa é uma variação que tô experimentando com o meu sistema harmônico Doristi. Chamei ele de cromático porque ele usa os intervalos do gênero cromático encontrado no sistema musical dos antigos gregos (descendentemente, a sequência é: 1 tom e 1/2 + 1 semitom + 1 semitom + 1 tom e 1/2 + 1 semitom + 1 semitom). Achei legal porque, até hoje, todas as inversões doristi que fazia tornavam as melodias tão palatáveis quanto as originais, mas essa variação acaba com esse agrado.

    O exemplo abaixo foi tirado do metódo de divisão de Bona. É o exercício 39, com uma harmonização minha.

    Melodia original (em Dó)

    Pra ouvir:

    Esta é a versão invertida (em Mi doristi) da melodia acima.

    Pra ouvir:

    E, por fim, esta é a versão em doristi cromático. Pra isso, bemolizei as notas ré e sol (A escala de mi doristi, com ré e sol bemolizados, tem a sequência intervalar que já descrevi acima (1 tom e 1/2 + 1 semitom + 1 semitom + 1 tom e 1/2 + 1 semitom + 1 semitom).

    Ouça:

    Atualização em 30 de agosto de 2013

    Bem, acabei de acabar a melodia desse “Retumbão dos infernos”, acompanhado por acordes em posição fechada. É um desdobramento da experimentação que estou fazendo com o Doristi, o qual chamei de “Doristi Cromático”. O refrão é, portanto, derivado do exercício 39 do método de divisão do P. Bona; o resto é totalmente original (#sóquenão :P).

    Pra ouvir, use o tocador abaixo.

  • Pensando no fim das férias, eu, Lu e Mauri fizemos esse vídeo aqui – mais um pra Só H, caseiríssimo.

  • José Luciano Frade Vianna, mais conhecido como Zezinho (ou Zezus) Vianna, é compositor e cantor de Cachoeira do Arari, na ilha do Marajó. O tema principal de suas músicas é a ilha, principalmente as cidades de Cachoeira do Arari, Soure e Ponta de Pedras. Algumas delas (como Saudade Louca e Invernada Marajoara) fazem parte do “repertório básico” de grande parte dos grupos parafolclóricos de Belém.

    O material dessa postagem foi enviado pelo Allan Carvalho, que está produzindo um disco do compositor. As faixas foram recortadas de uma entrevista que o Allan fez com o Zezinho, durante a pré-produção do disco.

    Se quiser baixar as músicas, clique aqui (arquivo Zip).

    Aí embaixo, Zezinho levando a sua Invernada Marajoara.

    E ouça aqui uma prévia do disco. A música é “Caboclo”. O acompanhamento é feito pelo Allan (violão e banjo), Douglas Dias (percussão) e Tony (flauta).

  • “Quem vai levar Mariazinha para passear?” é um curta de animação que está sendo dirigido em Belém pelo querido amigo André Mardock. O filme veio da peça homônima, escrita pela Ester Sá e pelo Maurício Franco. Ele conta de história de dois anjos (001 e 002) que, caindo na terra, e esperando uma chuva passar, contam outra história: a do amor entre o deus Eros e Psiquê. O Maurício foi também o responsável pela criação, em papel recortado, dos personagens e cenários lindíssimos. Veja aqui algumas das coisas maravilhosas que ele fez!

    Esta é a trilha que criei pro curta. Com exceção da última faixa, que encerra o filme, as demais são temas bem curtos, geralmente servindo para pontuar o aparecimento de personagens. A partitura de “Mariazinha, the end”, pode ser lida e baixada aqui.

    Para baixar todas as faixas, clique aqui (arquivo Zip).

    Essa é a partitura da música de encerramento, “Mariazinha, the end”.

    E a animação, coordenada pelo Andrei Miralha, está uma jóia. O vídeo abaixo é só um teste, já bem antigo, com a deusa Perséfone. A música de fundo é o “No reino de Hades”.

    Atualização em 1º de janeiro de 2019.

    André Mardock, o diretor de “Quem Vai levar Mariazinha para Passear?”, publicou o curta no canal dele no YouTube! Curta aí!

  • Mestre Faustino, de ourém, com chapéu de amo de boi-bumbá
    Mestre Faustino

    Esta é uma coleção com 12 toadas do boi Pai-do-Campo de Ourém, gravadas em 29 de maio de 2004, e que só agora publiquei na internet. Mestre Faustino puxa as toadas (exceto as faixas 1 e 11, puxadas pelo Salles), e é acompanhado pela Dona Miloca (pandeiro); Salles Machado (tambor); Dona Chica (maracas e coro); Dona Ambrósia (maracas e coro); Dona Cesária (maracas e coro); Dona Paulina (coro); Danilo (então com 3 anos, no pandeiro) e Daniel (coro).

    Se quiser baixar toda a coleção, clique aqui (arquivo Zip).

    Das toadas acima, três delas eu regravei no meu disco FGC Vol. 3: “Tava dormindo e sonhando“,com uma melodia diferente, já que o próprio Faustino a alterava frequentemente; e o pot-pourri “Vassoura de botão/Ai, moreninha“. São as duas gravações a seguir.

    Vale lembrar que essas e outras toadas do boi Pai-do-Campo (ao todo, são 50) também podem ser ouvidas e baixadas desta página no site FGC Produções.

    Mestre Faustino, de Ourém, trazendo buriti do mato, pra confecção do boi-bumbá.
    Faustino trazendo buriti do mato, pra confecção do boi-bumbá.
  • “Dó, ré, mi, fá” é tema infantil muito difundido, frequentemente cantado como refrão de “eu vi uma barata na careca do vovô” e outros versos similares. Como a letra fala os nomes das notas cantadas, preparei este arranjo a duas vozes, com a segunda voz também cantando os nomes das suas próprias notas.

    A gravação, feita em junho de 2013, contém samples de outro single meu, “Carnaval do meu nariz e boca” (são os sons de fungadas, estalos e sugadas) e, assim como este último, foi totalmente produzido num Maschine MK1. 

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    ​O Songbook desta gravação está disponível no site da Amazon. 

    Dó, Ré, Mi, Fà - Songbook - capa
    Dó, Ré, Mi, Fá - Songbook (2013, Aracaju, Sergipe). Para vozes, sinos, sintetizador e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.
  • Atrito foi um projeto idealizado em 2008 pelo Renato Torres, e realizado na Galeria Theodoro Braga, do Centur, em Belém. A convite dele, participei da segunda edição, em junho daquele ano, ao lado da Daiane Gasparetto, do artista visual Ricardo Macêdo e do poeta Paulo Vieira.

    Foi um encontro dividido em duas partes: uma performance coletiva, sem roteiro definido, com cada um dos participantes podendo (ou não) interferir ou se deixar interferir pelos demais; e um debate com o público no final. Para a performance, eu tinha à disposição um microfone e uma mesa de som com efeitos, e resolvi trabalhar basicamente com a microfonia, que era criada facilmente naquele espaço.

    O vídeo abaixo é um pequeno recorte da performance, e não mostra um monte de outras coisas interessantes que lembro ter acontecido – como o Ricardo rasgando os papéis do Paulo Vieira.

    O álbum a seguir, com imagens de Ilton Ribeiro, registra outros momentos daquela noite.

    Projeto Atrito II

  • Este é um clipe que eu e a Luciana Leal fizemos pro “Carnaval do meu nariz e boca”. É uma música feita toda no Maschine, e que usa sons da minha boca (estalos, sugadas) e nariz (fungadas). No início tem uma espécie de making-of. O cenário é com telas da Lu que imitam azulejos, e são baseados nos desenhos das cerâmicas do povo Tapajó. Veja aqui:

    A música está nas plataformas de streaming.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA: