• Este álbum reúne 16 músicas de trilhas que criei para teatro e vídeo. Pra ser bem exato, criei 21 trilhas sonoras, das quais 10 estão contempladas aqui. A mais antiga é “Ad Infinitum”, montada em 2000 pela Companhia Atores Contemporâneos, de Belém, e dirigida por Miguel Santa Brígida. A mais recente é “Espetáculo de você”, texto de Raquel Catunda Pereira, apresentado em 2015 pelo grupo de teatro Iurupari (da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa), e dirigido por Leandro Cazula. Todas as faixas são instrumentais, e fiz questão de fazer uma seleção com estilos diversos. Elas também foram remasterizadas especialmente para este lançamento. A arte da capa é da Luciana Leal, sobre desenho de Frederico Cavalcante.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    Vou falar um pouco sobre cada uma das faixas:

    “Vem cá, macaco” e “A lenda da Pororoca” são músicas do filme de animação “A Onda – Festa na Pororoca”, dirigido por Cássio Tavernard em 2005. Em 2009 foi lançada uma sequência: “O Rapto do Peixe-boi”, da qual a música homônima (faixa 9) é o tema de abertura. Essa sequência foi dirigida por Cássio Tavernard e Rodrigo Aben-Athar.

    Gravei “Vem cá, macaco” outras duas vezes. A primeira em 2003, com sobras do meu primeiro disco, FGC Vol. 1; e a segunda em 2009, para o EP “FGC Vol. 5“. São gravações exageradamente eletrônicas, ao contrário da versão pra trilha de “A Onda”, com flautas doces sobressaindo. Ouça elas aqui:

    Voltando aos filmes, eles podem ser vistos na íntegra logo abaixo. Além disso, as trilhas completas dos dois estão disponíveis nesta página do meu site FGC Produções.

    “Madalenas” e “Choque”, as faixas 3 e 4, são da peça teatral “Paixão Barata e Madalenas”, apresentada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA – ETDUFPA, em 2001. A trilha ganhou, no mesmo 2001, o prêmio de melhor sonoplastia no I Festival Paraense de Teatro, e a peça, dirigida por Wald Lima e Karine Jansen, “trouxe grandes polêmicas na cidade” de Belém.

    “Catalendas” e “Catalendas II” (faixas 6 e 5) são os temas de abertura de duas temporadas do programa televisivo infantil “Catalendas”, criado pelo grupo In Bust – Teatro com Bonecos, e exibido pela TV Cultura do Pará. A primeira veio ao ar em 2002; a segunda, em 2012. O programa têm hoje um canal no YouTube com muitos episódios disponíveis. É o lugar perfeito para conhecê-lo e revê-lo. Visite-o aqui. O vídeo abaixo é a abertura do programa, na versão de 2012 (com a música Catalendas II).

    “Technoão / Techno Tchu” foi feita para a versão em DVD – lançado em 2017 – do documentário Brega S.A. (de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho). A versão original do filme, de 2009, não contém as músicas que compus pro DVD; mas como encontrei na internet apenas a versão original, é ela que compartilho aqui.

    “Entrada dos Palhaços” e “O Mágico” (faixas 8 e 10) foram compostas e gravadas para “Chico Tripa – Diário de um Palhaço”. Este é um projeto de Cássio Tavernard, apresentado sob a forma de vídeo-performance, em 2009, no antigo Instituto de Artes do Pará. A parte em vídeo da vídeo-performance está na íntegra no YouTube – e logo abaixo. A trilha sonora completa pode ser ouvida aqui.

    “Espetáculo de você” e “Mas ainda podem” (faixas 11 e 13) são, como falei antes, da peça “Espetáculo de você”, de Raquel Catunda Pereira, apresentado pelo grupo de teatro Iurupari (da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa), e dirigido por Leandro Cazula, em 2015. A trilha sonora completa e mais informações deste espetáculo estão aqui.

    “Dança do Enteu” (faixa 15) foi feita em 2000, para a peça “Ad Infinitum”, da Companhia Atores Contemporâneos, com direção de Miguel Santa Brígida; e “Lua” (faixa 12) é da peça “Ora noite, ora dia”, montada em 2002 pelo grupo In Bust – Teatro com Bonecos.

    Por fim, “No Reino de Hades” e “Mariazinha, The End” (faixas 14 e 16) são do filme “Quem vai levar Mariazinha para passear?”, dirigido por André Mardock em 2012. O filme está disponível no YouTube, no canal do próprio diretor. Assista aqui:​

    Arte de Luciana Leal

    4 respostas a “Trilhas Sonoras (Coletânea)”

    1. Avatar de Cezar
      Cezar

      Muito legal, Fábio!!!
      Parabéns pelo trabalho das Trilhas!
      Estou compartilhando com meus amigos…

      Abs!

      Cezar Escocio

      1. Avatar de fabiocavalcante
        fabiocavalcante

        Grande Cézar! Valeu! :))
        Um forte abraço.

    2. Avatar de LEANDRO PANSONATO CAZULA
      LEANDRO PANSONATO CAZULA

      Parabéns Fábio pelo primoroso trabalho.

      Que sejas imperantes das artes musicais em seu bem dispor ao fazer acontecer.

      Gratidão por ser e existir.

      Abraços

      1. Avatar de fabiocavalcante
        fabiocavalcante

        Obrigado pela palavras, Leandro! Sou grato pela oportunidade em trabalharmos juntos nas peças que dirigiste na Ufopa. Foram sempre ótimos momentos.
        Abraços e muita arte sempre.

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  • OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    Eis uma nova canção que lanço, composta e gravada nesse mês de abril . A base rítmica foi feita com pandeiro, bongô, caxixi e sons da minha boca, alterados com efeitos diversos. Os demais instrumentos são duas flautas doces (soprano e contralto), piano, violão e contrabaixo. A letra é esta:

    “O dia tá ruim
    Dia bom pra fugir
    Se disseres que vai
    Te tomo do teu pai
    Você vai rir de mim
    Ah, eu vou rir de mim
    Rir pra cacete!

    Uma noite no bar
    Duas noite no mar
    Nosso segundo lar
    – 
    Uma volta no mundo
    Do lado de ti
    E cravado bem fundo
    – Pra cacete!

    Vendo o angorá
    Vendo os vinis
    Vendo os Laurimar
    Eu vendo-me
    Tenho que ir

    O dia tá legal
    É hora de fugir
    Ir dormir no quintal
    E cagar no jardim
    Você vai rir de mim
    Ah, eu vou rir de mim
    Rir pra cacete!

    O dia tá legal
    Pra pedir demissão
    Vou caçar peixe-boi
    E voltar pra prisão
    Pra bem junto de ti
    E cravado bem fundo
    – Pra cacete!”

    A arte da capa é de Luciana Leal.

    O songbook com letra cifrada e transcrição dos instrumentos ( voz, flauta doce soprano, flauta doce contralto, marimba – clave de sol, piano e contrabaixo.) está no site da Amazon.​

    Peixe-boi – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, flauta doce soprano, flauta doce contralto, marimba, piano e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas e letra cifrada.

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    Compus essa canção (“Hereges”) em setembro de 2017, pensando em incluí-la no que pretendo que seja meu próximo álbum, “FGC Vol. 666”. E, apesar de ter desistido dessa ideia logo depois, a canção ficou com o espírito satânico que depositei no futuro disco. A letra é esta:

    “Acordei bem cedo, fiz a cama e fui – Sempre passo a perna em ti.
    Uma história de ir ali, pra boi dormir.
    Uma oração dadá prum deus gagá.
    Nem juntei dinheiro, acordei bem cedo e fui.

    Nós somos os doidos da primeira vez – Quem põe na cruz os falsos reis.
    E uma cruz no ponto G, na hora H.
    Uma planta no altar – A bomba H.
    Nós somos os doidos, e somos os falsos reis.

    Acordei sem medo, por isso menti – Eu virei poeta assim.
    Assim virei ladrão. Assim, saci.
    Tenho peito pra jogar-te na prisão.
    Acordei sem medo, com peito de Serigy.”

    A gravação (iniciada na mesma época da composição, mas só finalizada em março de 2018) foi feita quase só com instrumentos virtuais, exceto por uma flauta doce soprano, na qual apliquei distorção de guitarra. O moleque Frederico também fez uma participação especial com as palavras enigmáticas (“Abô”, “Táspé”, “Oitô”). A arte da capa é da Luciana Leal, sobre uma foto minha da praia da Atalaia, em Aracaju.

    O songbook desta gravação, com transcrição para voz, flauta, violão e contrabaixo; além da letra cifrada, está no site da Amazon.​

    Hereges – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, flauta, violão, piano e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas e letra cifrada.

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    Compus a melodia deste canção em 2010, para encaixar numa letra de Tom Zé (“Pavana para uma terra viva”), e com ela me inscrever num concurso que o Estadão fez chamado “Prêmio Musique“. Não tendo ganho nada no concurso, mas não querendo deixá-la no limbo, criei, em janeiro de 2017, uma letra nova pra encaixar nessa melodia antiga. É esta “Elegia doméstica”, que descreve duas cenas de violência doméstica – uma de tortura e vingança de um cão, e outra de tortura e vingança de uma mulher. A gravação foi feita no mesmo janeiro, com flauta doce soprano, violão, copo e diversos instrumentos virtuais. O desenho e a arte da capa é de Luciana Leal.

    A gravação que enviei para o prêmio Musique é a que está no vídeo abaixo.

    O Songbook com letra cifrada e transcrição dos instrumentos usados (voz, flauta doce soprano, synth pad e contrabaixo) está no site da Amazon.

    Elegia doméstica – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, flauta doce soprano, sintetizador (pad), e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas e letra cifrada.

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  • Compus “Retumbão” em 2006, baseado num tema instrumental tocado na Marujada de Bragança, no Pará. Ele foi originalmente gravado naquele mesmo ano, no meu disco Doristi, ao som de flauta, violão, banjo e percussões. A gravação lançada agora foi feita em dezembro de 2017 e é, por sua vez, essencialmente eletrônica, feita com um controlador Maschine MK1, e duas flautas doces (contralto e soprano). A arte da capa é da Luciana Leal.

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    As bases deste arranjo foram criados para o show Lanoi Cid Art, que fiz em agosto de 2017, no Sesc de Aracaju, e registrado nesse vídeo.

    Outra tocada do “Retumbão” está no vídeo a seguir, de fevereiro de 2007, no Teatro Waldemar Henrique, em Belém, quando apresentei as músicas do disco Doristi, acompanhado de Renato Torres (violão), Allan Carvalho (banjo), Edgar Júnior (percussão) e Rafael Barros (percussão), e dos dançarinos Ana Moraes, Lorena, Maurício e Max. E aí toquei a flauta doce soprano (na sequência, a primeira gravação).

    O Songbook (para flauta doce soprano, flauta doce contralto, piano – clave de fá, e contrabaixo) está no site da Amazon.

    Retumbão – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para flauta doce soprano e contralto, piano (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

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    “Fui passar na ponte” é o título de um coco tradicional da Paraíba, transcrito em partitura por Mário de Andrade em 1929, e publicado no seu livro “Os Cocos”. É um título com o qual eu já havia trabalhado antes – em 2004 gravei-o no álbum “FGC Vol. 2“, acompanhado por pandeiro, violão e flauta doce. Ouça aqui:

    Mas a versão que lanço agora, apesar de ter os versos originais grafados por Mário, tem uma nova melodia do canto, que é uma criação minha, ainda que fortemente inspirada na melodia original do coco “Fui passar na ponte”. O acompanhamento é bastante eletrônico, feito quase todo com um controlador Maschine MK1. Também usei uma flauta doce contralto nos dois solos instrumentais.

    O songbook, com letra cifrada e transcrição dos instrumentos (voz, guitarra, piano – clave de fá, e contrabaixo), está no site da Amazon.

    Fui passar na ponte – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, guitarra, piano (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas e letra cifrada.

    O vídeo a seguir é um registro deste arranjo numa tocada que fiz em 10 de agosto de 2017, no Sesc de Aracaju, na abertura do projeto Aldeia Sesc de Artes. Por sinal, foi especialmente para esta apresentação que compus esta melodia e arranjo. As ilustrações no vídeo são de Luciana Leal, e a filmagem é de Arthur Pinto, com edições minhas.

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    “ABC na doida” foi composta e gravada em junho e julho de 2017, e foi feita especialmente para o repertório do show “Lanoi Cid Art“, que fiz em 10 de agosto,  na abertura do projeto Aldeia Sesc de Artes, no Sesc de Aracaju. Para essa gravação usei instrumentos virtuais e uma flauta doce contralto. A arte da capa é de Luciana Leal.

    A letra, uma versão satírica do bê-a-bá, é esta a seguir.

    A partitura com o arranjo desta gravação (baixo, flauta, vocal e cifras) está disponível no site da Amazon.

    ABC na doida – Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para voz, flauta doce soprano, piano (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa, partes cavas, e letra cifrada.

    A tocada de “ABC na doida” no projeto Aldeia Sesc de Artes, que citei acima, está registrada no vídeo a seguir; e o show completo pode ser visto neste link.

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  • Esta é uma interpretação minha da Mazurca tradicionalmente tocada na Marujada de Bragança/PA. É um arranjo para duas flautas, baixo e piano, acompanhados por uma base rítmica eletroacústica. Gravei em novembro de 2017 com duas flautas doces (soprano e contralto) e instrumentos virtuais. A arte da capa é de Luciana Leal.

    OUÇA NA SUA PLATAFORMA PREFERIDA:

    O songbook desta gravação está disponível no site da Amazon.

    Capa do songbook Mazruca, de Fábio Cavalcante
    Mazurca - Songbook (2018, Aracaju, Sergipe). Para flauta doce soprano e contralto, piano,  marimba (clave de fá) e contrabaixo. Com grade completa e partes cavas.

    A mazurca é uma dentre várias músicas tocadas e dançadas na Marujada, a festa em homenagem a São Benedito que acontece todo dezembro, desde 1798 – ano em que foi fundada, por negros escravos, a Irmandade do Glorioso São Benedito de Bragança. Um pouco do som dessa festa pode ser ouvido nessas duas postagens aqui do Blog FGC: Comissão das Colônias do Glorioso São Benedito de Bragança e Músicas da Marujada de Bragança – 2007.

    A primeira tem registros da passagem de uma comissão de “esmoleiros” pela cidade de Ourém/PA, em 2004 e 2006; e a segunda, gravações de retumbão, xote e chorado, tocados na festa de 2007.

    Trabalhei com essa mesma mazurca, ainda neste ano de 2017, num arranjo bem mais eletrônico. Foi para este vídeo gravado no Vila Aju (na época se chamava Aju Hostel), em junho passado, pouco tempo depois de ter chegado, para morar, em Aracaju.

    Tanto a arranjo o vídeo acima quanto desta nova gravação apresentada no início da postagem foram baseados neste arranjo para piano.

    Mazurca for piano solo - Capa do livro
    Mazurca (2017, Aracaju, Sergipe). Arranjo a 3 vozes para piano.
    Atualização em 22 de julho de 2021

    Ainda mexendo com esse tema (que eu adoro, deu pra sacar, né? 😉 ) fiz esse vídeo tocando-o num arranjo a duas vozes, bem simples (simplório mesmo!), feito mais para experimentar uns timbres novos. A partitura tá logo a seguir.

    Pra finalizar, vou deixar aqui transcrito o que o livro “Tocando a Memória: Rabeca“(de Maria José Pinto da Costa de Moraes, editado pelo Instituto de Artes do Pará em 2006), fala sobre essa mazurca da Marujada de Bragança, no capítulo “A Marujada e o Culto a São Benedito: Música e Dança” (páginas 63 e 64).

    Capa do livro Tocando a memória: RabecaA Mazurca é a quarta dança do ritual da Marujada e a primeira das danças de origem europeia. De tradição polonesa, pode ter a forma de dança ou canto. Notabilizou-se tanto entre compositores eruditos, como Chopin, quanto entre populares, como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gozaga.

    Segundo Julio Bas (1947), possui forma binário de movimento moderado, em compasso ternário simples, apresentando o ritmo básico, no qual se observa o segundo tempo apoiado.

    Partitura de percussão da mazurca - Exemplo 1

    A Mazurca bragantina tem como característica regionalista o ritmo do tambor.

    Partitura de percussão da mazurca - Exemplo 2

    Seu andamento é o Allegro, com semínima a 160, na tonalidade de Ré Menor. A coreografia, inicialmente, tem os pares enfileirados formando um círculo, para onde se dirigem os marujos que se posicionam, movimentando-se em sentido horário. Com o desenrolar da música, as marujas giram em frente aos parceiros, mudando de posição para o braço esquerdo e retornando ao braço direito sucessivamente.

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  • FGC Vol. 1, meu primeiro álbum, lançado há exatos 15 anos, foi disponibilizado este mês nas principais plataformas de streaming e download. Até agora minha única gravação disponibilizada assim era o single Allemande, de 2015, e todas as outras estavam em sites de hospedagem sob licença CC, como Internet Archive e Overmundo. Minha intenção agora é publicá-las todas nessas novas plataformas, e fazer isso também com as criações por vir.

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    As 11 músicas deste álbum foram gravadas em Belém do Pará, nos anos de 2001 e 2002. O equipamento que usei foi bem enxuto. Para além de um microfone pra gravar as vozes e alguns ruídos, e um sequenciador Dr-5 da Boss, todos os demais sons foram gerados no computador do quarto – usei principalmente arquivos SoundFont, o software cSound, e uma enxurrada de efeitos sonoros digitais.

    O desafio que me impus de produzir um álbum inteiro por conta própria foi o espírito deste disco. Com um número de composições suficientes e experiência com arranjos, resolvi mergulhar seriamente no estudo dos softwares de gravação e edição de som, pra ter controle sobre todo o processo da produção fonográfica. Daí a escolha pelos instrumentos virtuais. E daí também a quase ausência de parcerias, coisa que iria deixar de lado nos meus 3 álbuns seguintes (FGC Vol. 2, FGC Vol. 3 e Doristi), já cheio de parceiros.

    Um parceiro neste disco foi o músico Allan Carvalho, com quem dividi a composição de “Pasta/Casa”, a segunda faixa. O disco também possui duas canções tradicionais, de domínio público: “Terezinha de Jesus” e “A Dança da Desfeiteira”. A primeira dispensa apresentação, mas gostaria aqui de acrescentar que canto nesta gravação uma estrofe não muito comum para a cantiga (“Quero ver faca de ponta / Quero ver sangue escorrer / Quero ver aquela ingrata / que me fez tanto sofrer”), mas que foi a que cresci ouvindo em casa. A segunda, “A Dança da Desfeiteira“, é um tema cantado em várias partes da região amazônica, e muito presente no repertório dos grupos parafolclóricos de Belém (entre eles o grupo Tanguru-pará, do qual eu havia sido flautista entre 1996 e 99), que a apresenta na forma de um desafio entre dois cantores, com versos irônicos tirando sarro do adversário. As demais composições são minhas.

    Com todas as músicas finalizadas em dezembro de 2002, criei capas em papel reciclado para embalar os CDs, gravados caseiramente no gravador do computador, e fiz 60 cópias. E essa foi a abordagem que usei até o meu terceiro disco, o FGC Vol. 3. Em 2008, Luciana Leal fez um projeto gráfico para esse disco, com capa e encarte, e que usei desde então na distribuição virtual dele. É a base para a capa definitiva de agora – a alteração foi devido à presença de um código de barras fake na parte superior esquerda da capa, que a Luciana trocou por faixas coloridas, devido às regras de distribuição de alguns serviços de streaming (entre outras coisas, eles não permitem preços, códigos de barra e coisas do tipo nas capas). Olhe aqui esse histórico de capas pro FGC Vol. 1.

    As letras completas estão disponíveis no livreto abaixo, diagramado também por Luciana Leal.

    Mais informações

    Quanto às duas canções tradicionais deste disco, ambas de domínio público (“Terezinha de Jesus” e “A Dança da Desfeiteira”), gostaria de acrescentar que, em relação à primeira, canto nesta gravação uma estrofe incomum  da cantiga (“Quero ver faca de ponta / Quero ver sangue escorrer / Quero ver aquela ingrata / que me fez tanto sofrer”), mas que foi a que cresci ouvindo em casa. E quanto à “A Dança da Desfeiteira”, este é um tema cantado em várias partes da região amazônica, e muito presente no repertório dos grupos parafolclóricos de Belém (entre eles o grupo Tanguru-pará, do qual eu havia sido flautista entre 1996 e 99), sempre apresentada na forma de um desafio entre dois cantores, com versos irônicos tirando sarro do adversário.

    E pra finalizar, posto esse recorte de uma máteria no jornal O Liberal, de Belém, em janeiro de 2003, tratando desse lançamento.

    Recorte de material de Jornal sobre lançamento do disco FGC, Vol. 1
    Jornal O Liberal, Cartaz, página 3. Belém, 28 de janeiro de 2003.

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  • Este é um registro em vídeo da tocada de Allemande (J. S. Bach), que fiz no vernissage da exposição “Design de Superfície na Amazônia“, da Luciana Leal, na sala de cinema do Sesc de Santarém – PA, em 20.01.2015. Algumas fotos desta noite estão neste álbum, no facebook.

    A filmagem é de Ádrio Denner, e o áudio foi captado diretamente do microfone da câmera filmado.

    Allemande é o primeiro movimento do Solo para Flauta Transversal de J. S. Bach, e fiz este arranjo eletrônico (cheios de contrastes, com variações no andamento, nos timbres e no próprio clima da peça) pensando em ser executado durante desfile com peças de vestuário feitas a partir do material da exposição da Luciana.

    Abaixo está a minha gravação em estúdio de Allemande, usando um controlador Maschine MK1. A capa também foi desenhada pela Luciana Leal.

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